Tudo o Que Sou

Tudo o Que sou, é o que Imito do Melhor do que Quero Ser.

Sábado, Maio 03, 2008

apenas um olhar

Olhei pela janela.

Finalmente apercebi-me que as Nuvens não precisam da Lua para serem felizes. Elas percorrem todo o mundo, e mesmo quando não conseguem encontrar a Lua, sabem que Ela lá está.

A Lua, por sua vez, gira em torno da Terra, sempre, e sempre na esperança de passar pelas Nuvens e sentir a certeza de que Elas precisam da Lua, de A ver, de saber que Elas pensam na Lua. Enquanto esta esperança resiste, a Lua apoia-se nas Estrelas, que sempre lá estiveram, e continuam a estar lá para a ajudar.

As Estrelas… sempre lá estiveram, e a Lua, sempre lhes deu importância, mas nunca tanta como deu as Nuvens, talvez pela diferença de emoções que lhe causavam, ou pela espontaneidade das Nuvens, que a Lua sempre admirou.

Espontaneidade… acho que é mesmo o que melhor caracteriza as Nuvens.

Impossível é, descobrir o que vai na alma das Nuvens, o que vão fazer a seguir, como se vão sentir a seguir. Ninguém pode antever isso, nem a Lua, nem as Estrelas, e se calhar, nem as próprias Nuvens o podem fazer, infelizmente.

De um momento para o outro, qualquer movimento da Lua se tornou irrelevante para as Nuvens, e agora, na Terra, apenas «aparece» e «desaparece».

Não digo que apenas as Estrelas se interessem, as Nuvens também se preocupam, ou pelo menos preocuparam, em tempos, com o que realmente acontece com a Lua.

Apesar da Lua se tentar convencer constantemente que as Nuvens gostam de si, e de saber que se preocupam minimamente consigo, não consegue transformar esta informação num modo de se sentir melhor, e de abandonar o negativismo que a assola, pois o Seu maior desejo era que as Nuvens lá estivessem. No entanto, sente-se culpada por essa falta das Nuvens, que agora se foram embora, até um dia. E sente-se culpada por as Nuvens não lá estarem, porque em outros tempos, foi a Lua quem «aparecia» e «desaparecia», não estando lá muitas vezes que as Nuvens queriam e precisavam.

Nunca o fez por maldade, mas sim por uma outra força que obrigava esses seus movimentos constantes de desaparecimento.

No fim, a Lua deve um pedido de Desculpas às Estrelas, que sempre lá estiveram, em segundo plano, e deve um pedido de Desculpas maior ainda às Nuvens, porque apesar de a culpa não ser da Lua, a culpa foi da Lua.

E hoje, tudo o que a Lua tem na sua vida são Estrelas.

2 comentários:

something disse...

tenho a certeza que as estrelas sabem que a Lua se preocupa e não precisa de lhes agradecer ou pedir desculpa de nada. As Estrelas e a Lua são companheiras na noite e hão de estar lá sempre, mesmo que a Lua desapareça por vezes.

something disse...

meu melhor amigo <4