Magoei-te. E tu magoaste-me, tanto. Esquecendo a primeira promessa que trocámos, magoamo-nos, como não se magoa ninguém, por partilharmos um sentimento que nos uniu.
Um sentimento que nos uniu, e que fez de nós o que somos hoje, e nos fez crescer assim. Não fui capaz de crescer o suficiente. Fui sim, capaz de ganhar maturidade suficiente para dizer «acabou», sem ter tido no entanto coragem de o acabar. Lágrimas foram libertadas, apertos sentidos, mais mágoas provocadas.
Deixei de conseguir lidar com a tua maneira de ver as coisas, com a tua forma de agir. Deixei de conseguir olhar-te como um futuro, tentando viver contigo um presente. Falhou. Eu falhei. Não consegui viver o presente sem pensar no futuro, sou o que sou, o futuro é, e sempre foi. importante para mim, talvez tanto como o presente.
Sem futuro, questionei-me: «de que vale este presente assim?». Um jogo, um vício, algo que supostamente ambos sabemos o que é.
Supostamente.
Ao longo do tempo, os carinhos foram dando lugar à distância sufocante. Essa distância, foi dando lugar ao hábito. E, desse hábito, surgiu outra magoa.
«Mais vale ter sempre um sorriso na cara, porque não vale a pena. Comigo está sempre tudo bem, e o que quer que aconteça, não vai mudar isso» disse eu certa vez, com certa incerteza, certa insegurança. Porque no meio de tanta mágoa, há sempre a hipótese de ser feliz, de acordo com as nossas escolhas.
Um peão acaba sempre por parar, e nós,
somos como um peão que girou forte demais
5 comentários:
estás aqui, estás a escrever mais que eu! :o
(não estou a gostar... u.u )
é o melhor texto que já escreveste, sem dúvida. :$
muito lindo mesmo...
o que é que tu queres que faça fofinho? ninguém me quer (u)
o meu favorito :b
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