Tudo o Que Sou

Tudo o Que sou, é o que Imito do Melhor do que Quero Ser.

Segunda-feira, Dezembro 29, 2008

Perfeita Impossibilidade

Ele acordou. Finalmente acordou. Na imensidão temporal duma longa noite, acordou para não voltar a adormecer. Um tanto ou quanto contraditório, seria dizer que acordou para o sonho.
Na possível impossibilidade, foi o que aconteceu.
Ele acordou. Apercebeu-se que tudo era um sonho. Um sonho imperfeito, mas não por isso rejeitado. Decidiu começar a viver no seu próprio sonho. Onde outrora não o fazia, tentava quase sempre encontrar o chamado lado Bom em tudo a seu redor, no mesmo mundo onde vulgarmente sempre se limitaram as situações à ambiguidade das faces: a Boa, a Má. Ou algo é Bom, ou é Mau, sem meio-termo, tendo em conta apenas a aproximação dos ideais valorativos do Bem e do Mal.
E o seu sonho imperfeito, criado à medida do mundo, respondia a todas as suas necessidades. Desde que acordou, tenta lutar para abandonar a mentalidade moldada numa sociedade, em que não se questionam porquês, e onde se vive num cepticismo hereditário.
Simples. Tudo tão simplificado: algo está mal? Não, simplesmente não está a ser visto do ponto de vista correcto. Basta mudar um pouquinho. «Virando-se para o sol, as suas sombras, ficam para trás».
E à medida que vai vivendo o seu sonho, será uma questão de tempo até conseguir facilmente olhar de muitos pontos, vendo o melhor. Na prática, a experiência.
E sorri muito mais, na possível impossibilidade de um sonho acordado, do seu sonho acordado. Nesse sonho encontrou calma e tranquilidade. Encontrou perturbação e agitação, e encarou tudo isso com um sorriso.