Tudo o Que Sou

Tudo o Que sou, é o que Imito do Melhor do que Quero Ser.

Segunda-feira, Julho 25, 2011

O que há para dar?


Deixemos os grandes textos. Foquemos a expressão das imagens. Diz-me quem sou, mas vais errar, vais errar enquanto não souberes ler. Porque enquanto não souberes ler, tudo o que farás será uma simples soma de M e A onde balbuciarás um Ma, mas não te esqueças do meu nome e verás que nem a metade chegaste. Podes-te vangloriar de muitas peripécias, embora não possas festejar o facto de teres ido mais além das cores do que ofereço e da expressão da loucura em que vivo, porque não foste.
Não te censures, não me censures. Tal como não te culpo, nem me culpo. É assim que sou.

Fiquemos por aqui, verás o muito do meu melhor e do meu pior, embora não o saibas porque eu farei questão que assim seja. Seremos bons amigos, e quando precisar saberei com quem contar.

Aí sim, saberás o que sou.

Terça-feira, Julho 12, 2011

Distorção, Confusão, Névoa

Tenho vontade de mudar o mundo. Trocar os parafusos desta máquina que regride com a evolução.

Porque não? Picotar a abertura fácil por onde com pouca dificuldade entra todo o vazio que penetra a mentalidade humana. Penetra e domina. E se a fervêssemos? Simplesmente vertíamos todo o enchimento oco numa simples chaleira de metal. Aquecíamos até aos mais altos graus da loucura. Quando se formasse a nata: que se formasse, até cobrir toda a superfície, até derramar. Sacrificávamos do navio toda a nata inútil e lentamente deixávamos arrefecer.

Quero mudar a cor dos semáforos. Mas como?

Desmontar os carros. Porquê andar muito depressa? Porque não andar à velocidade dos nossos reflexos, limitando-nos à nossa capacidade? Motores potentes? E porque não potenciar pensamentos e comportamentos menos impostos por uma sociedade superficial e fútil?

Assertividade, conhecimento, autonomia, independência, controlo, respeito.

Tão ténue que é a linha que me transporta para a hipocrisia. Assumo-me como hipócrita em atitudes paradoxais, infelizmente. Defendo que a racionalidade nos tira a suposta superioridade, bem como, sem racionalidade, não teríamos qualquer tipo de suposta superioridade. Porquê este marco de território sobre as espécies com as quais deveríamos coabitar?
Simplesmente não reconhecemos o humilde lugar que nos foi destinado, e como senhores superiores e detentores do mundo nos apoderamos dele como bem queremos.

Com toda essa nata, fazíamos uma estátua, para nos lembrarmos daquilo que hoje somos.